quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ensitel: o que não fazer nas redes sociais (II)

A novela Ensitel continua nas redes sociais sem perspectivas de melhorias para a marca. Um segundo comunicado, publicado esta quarta-feira no Facebook - eram 5h12 da tarde -, está a ser bombardeado pelos internautas com críticas cada vez mais duras.

Mais uma vez, a estratégia da companhia não deu resultado. O assunto foi avivado no Twitter e este é já, sem dúvida, o caso português mais expressivo de uma situação de crise de uma marca nas redes sociais.

O advogado Manuel Lopes Rocha disse à Agência Lusa que este é um exemplo de que a Justiça é, nos dias que correm, "um espectáculo como outro qualquer". Na realidade, é muito mais do que isso: é a prova que faltava a muitos da revolução profunda que a internet trouxe.

"A internet destrói todos os tradicionais pontos de controlo", escreve Jeff Jarvis no seu "O Que Faria o Google?". O caso Ensitel é a manifestação disso e da urgência das companhias - as que querem sobreviver, pelo menos - em mudarem radicalmente de estratégias, abrindo um diálogo honesto e real com os clientes. Porque, como também escreve Jeff Jarvis, "ouvir os clientes é, na verdade, a forma mais perfeita de marketing que pode haver".

Em reacção ao caso Ensitel, estão na internet várias análises e conselhos. Ficam os links para alguns:
- Gestão de crise da Ensitel - Active Media
- Anatomia de uma crise: o caso Ensitel - Alda Telles ("Briefing")
- Novas desigualdades: uma lição do caso #ensitel - Paulo Querido ("Correio da Manhã")
- Blogues, Twitter e Ensitel - Helena Garrido ("Jornal de Negócios")
- Saio em defesa da Ensitel - Luís Paixão Martins ("Lugares Comuns")

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